Fortaleza segue como a única cidade nordestina entre os dez municípios com maior Produto Interno Bruto (PIB) do país, de acordo com dados consolidados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado reforça o papel da capital cearense como principal motor econômico da região Nordeste, à frente de capitais como Salvador, Recife e São Luís.
Com um PIB de R$ 86,93 bilhões, referente aos dados mais recentes disponibilizados pelo instituto, Fortaleza responde por cerca de 0,8% de toda a riqueza produzida no país, ocupando a 12ª posição no ranking nacional de municípios.
Liderança regional consolidada
No recorte nordestino, Fortaleza aparece isolada na primeira posição, à frente de Salvador, que registrou PIB de R$ 76,69 bilhões, e de Recife, com R$ 66,35 bilhões. São Luís completa o grupo das quatro maiores economias municipais da região, com R$ 42,38 bilhões. A distância entre a capital cearense e as demais evidencia o peso que Fortaleza vem ganhando na economia regional ao longo da última década.
Apesar de manter a ponta entre as cidades nordestinas, Fortaleza perdeu uma posição no ranking nacional em relação a levantamentos anteriores, superada por Campinas, no interior paulista, que ultrapassou a marca de R$ 91 bilhões em PIB. O dado mostra que, mesmo crescendo, a capital cearense enfrenta concorrência direta de polos industriais e tecnológicos de outras regiões do país.
Setores que sustentam a economia da capital
Parte do desempenho econômico de Fortaleza é atribuída à diversificação de sua matriz produtiva, com destaque para o setor de serviços, o turismo e, mais recentemente, a tecnologia. Representantes do setor hoteleiro local costumam associar boa parte desse resultado à força do turismo na cidade, já que cada visitante movimenta uma cadeia extensa de negócios, da hotelaria à gastronomia e ao comércio.
Ainda assim, especialistas chamam atenção para o desafio de transformar o volume elevado do PIB em ganhos efetivos de qualidade de vida para a população. O PIB per capita de Fortaleza, por exemplo, é inferior ao de municípios menores do próprio estado, como São Gonçalo do Amarante, sede do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, o que evidencia que a concentração de riqueza em uma metrópole nem sempre se traduz em distribuição equilibrada entre os habitantes.
O peso de Fortaleza dentro do Ceará
Outro dado que chama atenção nos levantamentos recentes é a perda gradual de participação de Fortaleza na economia do próprio estado. Em 2002, a capital respondia por quase metade do PIB cearense; atualmente, essa fatia é bem menor, refletindo o crescimento de outros municípios da Região Metropolitana, como Maracanaú, Caucaia e São Gonçalo do Amarante, além de cidades do interior, caso de Sobral e Juazeiro do Norte.
Esse movimento de interiorização da economia é visto por analistas como um sinal positivo para o desenvolvimento mais equilibrado do Ceará, mesmo que Fortaleza continue concentrando a maior fatia da riqueza estadual e mantenha o posto de principal capital econômica do Nordeste nos próximos anos.
Fontes consultadas:

