A durabilidade das próteses de mama é um tema que desperta grande interesse entre pacientes, e Milton Seigi Hayashi destaca que compreender o tempo real de vida útil dos implantes é essencial para decidir com segurança. Neste artigo, será apresentado um panorama completo sobre mitos e verdades relacionados às próteses de silicone, como elas se comportam ao longo dos anos, quais fatores influenciam sua durabilidade e quando a troca realmente se faz necessária.
As próteses de silicone têm prazo de validade?
Um dos mitos mais comuns é acreditar que as próteses possuem prazo de validade fixo. Na realidade, não existe uma data exata para substituição, pois os implantes modernos são projetados para durar muitos anos. Entretanto, isso não significa que sejam permanentes. O tempo de permanência varia conforme a resposta do organismo, o estilo de vida e a integridade da prótese ao longo do tempo. Por isso, avaliações periódicas são fundamentais.
Hayashi reforça que a durabilidade depende de fatores individuais e não apenas da tecnologia empregada no implante. A necessidade de troca surge principalmente por razões clínicas ou estéticas. Entre elas estão contratura capsular, ruptura, mudanças no formato da mama ou simples desejo de alterar o tamanho. A contratura capsular ocorre quando o organismo forma uma cápsula rígida ao redor do implante, causando desconforto e deformidade.

Quanto tempo, em média, duram os implantes modernos?
Embora não exista prazo fixo, os implantes atuais apresentam excelente resistência, podendo durar entre 10 e 20 anos ou mais, dependendo de cada caso. O avanço de materiais e técnicas de fabricação aumentou significativamente sua durabilidade. Entretanto, é fundamental monitorar a condição das próteses por meio de exames periódicos, como ressonância magnética e ultrassom. Assim, mesmo próteses que permanecem em boas condições por décadas devem ser avaliadas regularmente.
Segundo Milton Seigi Hayashi, a longevidade dos implantes está diretamente ligada ao acompanhamento adequado. Os principais sinais incluem dor persistente, alteração inesperada no formato, assimetrias, endurecimento local e mudança de sensibilidade. Em casos de ruptura, alguns implantes podem apresentar vazamento silencioso, sem sintomas imediatos, o que reforça a necessidade de exames regulares. Incômodos estéticos ou desconfortos diários podem indicar que o implante já não está adequado ao corpo.
É verdade que todas as próteses devem ser trocadas após dez anos?
Não. Esse é um dos mitos mais difundidos. Embora muitas pacientes realizem a troca após esse período, não há obrigatoriedade. Se o implante está íntegro, sem sinais de ruptura ou contratura, e se o resultado estético ainda agrada, não há necessidade automática de substituição. O que determina a troca é a condição real da prótese e do tecido ao redor, e não um marco temporal rígido. Por isso, a orientação é sempre personalizada.
O ultrassom é amplamente utilizado para avaliar mudanças na cápsula ao redor do implante, enquanto a ressonância magnética é considerada o exame mais preciso para detectar rupturas silenciosas. Ambos ajudam a identificar alterações estruturais, mesmo quando não há sintomas. Exames anuais ou conforme recomendação do médico são essenciais para acompanhar a saúde da mama e a integridade do implante. Hayashi enfatiza que a vigilância constante é a melhor forma de preservar a segurança e a estética.
O que fazer para prolongar a durabilidade das próteses?
Hábitos saudáveis, acompanhamento regular e cuidados pós-operatórios adequados contribuem para maior longevidade das próteses. Manter peso estável, evitar traumas na região torácica e seguir todas as recomendações médicas são práticas fundamentais. Escolher profissional qualificado e técnica adequada no momento da cirurgia influencia diretamente a durabilidade dos resultados.
As próteses modernas são resistentes, seguras e capazes de permanecer intactas por muitos anos. No entanto, sua durabilidade depende de fatores biológicos, cuidados contínuos e acompanhamento médico. Por fim, Milton Seigi Hayashi pontua que não existe prazo exato, mas sim a necessidade de avaliação periódica e decisões baseadas em evidências.
Autor: Victoria D’villa

